No plano científico já são evidentes os benefícios para a saúde de um consumo
regular e moderado de vinho, mas e na culinária, como funciona na panela?
Gastronômico por excelência. O vinho é também muito utilizado como tempero, na
criação de muitos pratos e até mesmo iguarias da culinária brasileira. E além de ser
ideal para ser servido em momentos especiais ou acompanhamentos de pratos, quer
sejam eles simples ou mais sofisticados, essa bebida surpreendente funciona também
como um excelente ingrediente de inúmeras receitas, ou seja, um tempero único.
O vinho é um excelente componente para a gastronomia. Seu corpo, tipos, nível de
acidez ou doçura são capazes de gerar incontáveis e tentadoras combinações que
determinam a aparência, textura, aroma e sabores dos pratos preparados.

Foto: Sarah Stedile

Assim, convido vocês a conhecer um pouco dessa função que os vinhos possuem, entendendo sua utilização e os efeitos gerados em uma receita comesse ingrediente.

A Sous chefe Amanda Matos que coordena e executa os pratos no bar de vinhos – Domaine bar a Vin em Brasília diz o seguinte: “O vinho é um dos ingredientes especiais de um prato, pois ele carrega aromas e sabores que ficam no prato, mesmo depois de evaporar. Inclusive, ele é usado para isso. Ele também aguça outros sabores contidos na receita. Algumas das formas usadas aqui são: no pré-preparo – Na marinada, quando o alimento fica imerso em meio ácido; Como ingrediente (tempero) – na hora do cozimento na panela ou em uma das formas mais comuns nos pratos preparados aqui, que é em molhos ou reduções”.

Amanda ressalta “Na cozinha, um dos cuidados que tenho é na escolha do vinho. Use apenas um vinho que você beberia, um do qual já conhece o sabor, pois se é utilizado um vinho ruim teremos um sabor ruim. Não precisa gastar uma fortuna para colocar na panela, mas também não vale a pena comprar o mais barato. Não ache que apenas os vinhos mais em conta servem para cozinhar. Pelo contrário, a qualidade é muito importante e faz toda diferença no sabor, uma vez que o álcool evapora, permanece o gosto da bebida. Sempre uso o vinho branco ou tinto, depende do prato, já o vinho mais adocicado nunca usei. Algumas dicas que eu posso expor são: Deixe o vinho cozinhar o tempo que precisar. O álcool demora a evaporar e o sabor a se integrar à comida. Do contrário o gosto não ficará bom. Quando o vinho cozinha por 15 minutos você terá 40% de álcool no cozimento. Se cozinhar por duas horas, terá menos de 10%. Outra coisa é a quantidade, alguns pratos pedem apenas uma taça de vinho já outros uma garrafa inteira e lembre-se que pouco vinho não irá acrescentar nada ao seu prato. Já, muito, pode arruiná-lo, outra dica é que é plausível harmonizar o prato com um rótulo que possui as mesmas características daquele que foi usado no cozimento e comprar o vinho em lojas especializadas te dará opções de obter informações sobre o vinho mais adequado”.

A ideia da coluna de hoje é discutir, mesmo que rapidamente, aspectos práticos e interessantes sobre um dos infinitos temas do vinho, de uma forma descontraída. Afinal de contas vinho é sinônimo de prazer, amizade e descontração. Além disso, por ser um tema tão vasto, sugestões e dúvidas sempre serão muito bem vindas e servirão para me guiar sobre o que vocês, meus leitores, querem ler e descobrir aqui. O vinho sempre agregará valor à comida e há quem diga que de médico e cozinheiro todo mundo tem um pouco, então não tenha medo de arriscar.

 “Seja em pratos clássicos ou em receitas inusitadas o vinho sempre dará um toque de requinte”

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