Mais do que o puro prazer de saborear uma taça de vinho, o ato de compartilhar uma garrafa deste néctar é um ato social. O vinho é quase que uma presença obrigatória em encontros de amigos e familiares, mas a questão é: Como é feita a divulgação para disseminação e desmistificação dessa maravilhosa bebida no Brasil?

O mercado de vinhos no Brasil tem ganhado espaço em relação às outras bebidas em função de uma demanda cada vez mais frequente. Porém, os atributos vinculados ao vinho ainda são confusos e pouco apropriados. Isso o torna um produto com potencial de aumento significativo no mercado, porém num ritmo mais lento. Por esse motivo é necessário conhecer as vantagens da socialização com o vinho e da necessidade da sua desmistificação através da intensificação da divulgação dele de uma forma adequada.

Atualmente, a busca por informações a respeito do vinho resulta do “estímulo” por um reconhecimento externo, social, caracterizado pela valorização cada vez maior de quem sabe de assuntos mais requintados e sofisticados isso resulta em um menor alcance de pessoas com grande potencial a ser um apreciador ou apreciadora da bebida. Isso faz com que seja necessário buscar informações a respeito dos vinhos, já que ele não tem sido ofertado de maneira mais abrangente, restringindo-se a alguns perfis. Essa disponibilidade limitada em buscar e divulgar informações reflete no nível de conhecimento que o consumidor possui a respeito da bebida, relativamente baixo. Muitos dos apreciadores e não apreciadores conhecem nada ou muito pouco sobre vinhos. Não se vê muita divulgação do vinho no Brasil, por exemplo, não é comum vê propaganda de vinícolas na televisão, rádio ou portais de notícias como se vê propagandas de cervejas, vodcas e outras bebidas.

No meu ponto de vista é necessário fortificar o posicionamento e o conceito dos vinhos no mercado, trabalhar sua imagem e torná-la uma bebida única, sem substitutos. Enfatizar características singulares dos vinhos como a questão de ser uma bebida salutar, que não possui efeitos adversos, o que ela propícia e como é integradora. Não apenas como uma bebida que está na moda.
É preciso disponibilizar mais informação sobre os produtos para o consumidor, através de veículos mais poderosos de forma que ele conheça e consiga avaliar uma quantidade mais variada das características dos vinhos e optar por um vinho com base em outras qualidades, atribuindo menos valor ao preço no momento de escolha e possibilitando uma compreensão maior da justificativa de vinhos de “mesmo sabor” ofertados a preços variados, pois no meu ponto de vista o vinho só não é mais apreciado não somente em razão do custo, mas sim também pela falta de discernimento. Talvez só assim, mudando a forma de divulgar e disseminar as informações sobre o vinho o Brasil venha a ser um grande País de consumidores e apreciadores dessa bebida que tanto me encanta.

O vinho está associado à elegância, e isto pode está ao alcance de todos, pois a elegância esta na postura pessoal, nas escolhas, no comportamento, associado é claro ao bom gosto, se a elegância estivesse associada ao dinheiro ou a grifes, todos que tivessem poder aquisitivo seriam elegantes e isso não é verdade.

“O vinho como estilo de vida é ainda mais especial, pois ele é uma bebida única e cheia de significados”. Daiany Barbosa.

Curiosidade: Felizmente, consumir vinho diariamente é um hábito instaurado para um número cada vez maior de brasileiros. Para algumas pessoas, o vinho consumido diário e moderadamente não é visto como um drink, mas sim, como parte da sua alimentação. Não é necessário ser europeu, nem é preciso nenhum ritual sofisticado durante a refeição, para se beneficiar de tudo o que o vinho pode proporcionar. O brasileiro consome, em média, 1,8 litros da bebida ao ano.

 

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