Dando continuidade à belíssima onda de ressignificação da W3 Norte, a dupla de amigos
Vitor Baravelli e Rafael Caetano escolheu a 504 Norte para abrir o Gato Preto Bar, um local com pitadas de inspirações de fora do país que aparecem na arquitetura, no grafite externo de Camilla Siren, e no clima de bar despretensioso, mas sem deixar de lado a qualidade.

O menu do Chef Bernardo é encabeçado com o que promete desde já ser o carro-chefe da casa: uma porção da barriga de porco curada no sal, açúcar mascavo e páprica, cozida em baixa temperatura e depois frita (R$ 15).

Sabor, textura e facilidade de harmonização fazem do petisco entrar no hall dos melhores em termos de botecagem na cidade. O segredo? Apenas na hora do pedido do cliente, a barriga já cozida leva o choque da fritura rápida. A composição entre gordura e acidez vem com picles de rabanete e de cebola roxa que acompanham a porção.

Além dela, outras opções que fogem da tradicional carne com mandioca e que ainda abraçam o público vegetariano completam a seção das porções: Sott’olio de abobrinha (R$ 10), caponata de berinjela (R$ 12), shimeji com nirá (R$ 12) e o sanduíche de provolone grelhado, no pão de castanha (R$ 20).

Outro destaque é o sanduíche de Roast beef, com filé mignon grelhado com sal e pimenta, acompanhado cebola roxa, tomate e maionese de wasabi (R$ 24).

Do bar saem drinks com cachaça, vodka, gin e whisky que podem ser feitos à base da marca que o cliente preferir. É o que eles chamam de “Pimp my drink”. Por apenas mais R$ 5, por exemplo, é possível trocar o Beefeater por Amázzoni ou Tanqueray para fazer o autoral Fake Fanta (gin, licor de laranja, cynar, limão, água tônica R$ 20).

Já são sucessos entre os clientes também o Pará Tosse, feito de aguardente de jambú, limão, gengibre, e xarope de mel e canela (R$ 16) e o Porn Star Martini, de vodka, maracujá, limão, xarope simples, baunilha e prosecco (R$ 22).

SERVIÇO:
SEPN 504 BLOCO C ED. MARIANA, TÉRREO. Acesso livre pela W3 ou W2 norte.
Funcionamento: terça a sábado, das 17h às 02h.
Para eventos e projetos, siga instagram.com/gatopreto_bar

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Max Cajé
Cria do Cerrado, Max Cajé negou as raízes ao detestar pequi, descobriu que o amor à culinária nordestina era hereditário e que paladar é algo que se conquista, com muito treino e, às vezes, dinheiro para pagar a conta. Sempre teve uma relação de amor com a comida e nunca deixou de agradecer o advento do metabolismo rápido nesse processo. Começou a estrada de jornalista escrevendo sobre moda, caiu na Gastronomia por acidente e se especializou por amor. Aprendeu que até chegar à mesa, o alimento cria carreiras, muda vidas, aguça os sentidos e cria histórias, boas e ruins, as quais pretende contar aqui.